Receita brasileira

Pudim de leite condensado com caramelo e banho-maria

Pudim assado em banho-maria a 180 °C, com caramelo âmbar claro, mistura batida em velocidade baixa e coada, para um corpo liso e sem furos.

520 minutos 8 fatias em forma de 20 cm com furo central, cerca de 1,1 kg Brasil, presente na mesa de domingo e nas festas de família
Pudim de leite desenformado em prato fundo, com superfície lisa, cor de creme e calda de caramelo escorrendo pela lateral
Rendimento8 fatias em forma de 20 cm com furo central, cerca de 1,1 kg
Preparo25 min
Cozimento75 min
Resfriamento e geladeira420 min
Tempo total520 min
Quantidade de porções
Ajuste as medidas que aceitam escala direta.
8
Lata aberta de leite condensado, jarra de leite integral, três ovos, açúcar branco e água separados na bancada
São apenas cinco itens: leite condensado, leite medido em uma jarra, três ovos, açúcar e água para o caramelo. O açúcar ainda está branco e seco. A imagem acompanha as quantidades originais; use a lista para ajustar as porções.

Ingredientes

Equipamentos

  • Forma de furo central de 20 cm, com capacidade de pelo menos 1,4 litro
  • Panela pequena de fundo grosso para o caramelo
  • Liquidificador
  • Peneira fina e uma jarra para coar e despejar
  • Assadeira alta que caiba a forma com folga para a água
  • Papel-alumínio
  • Prato fundo com borda para desenformar

A sequência principal

Modo de preparo

Siga uma etapa por vez. Leia a ação, confira o estado esperado e só então avance.

  1. Faça o caramelo e forre a forma

    Leve os 150 g de açúcar e os 60 ml de água a uma panela pequena de fundo grosso, em fogo médio, sem mexer com colher. Gire a panela pelo cabo quando as bordas começarem a dourar e desligue o fogo assim que a calda chegar a um âmbar claro. Despeje o caramelo na forma de furo central e gire a forma para cobrir o fundo e cerca de dois dedos da parede.

    Estado esperadoO caramelo fica âmbar claro e transparente, ainda fluido, e cobre o fundo da forma em uma camada fina e uniforme. Ele endurece em poucos minutos e trinca quando a forma é inclinada, e isso é o esperado.

    Caramelo âmbar claro na panela pequena sobre a chama do fogão, com a forma de furo central vazia ao lado
    Etapa 1. O caramelo fica âmbar claro e transparente, ainda fluido, e cobre o fundo da forma em uma camada fina e uniforme. Ele endurece em poucos minutos e trinca quando a forma é inclinada, e isso é o esperado.
  2. Bata o leite condensado, o leite e os ovos

    Ponha no liquidificador o leite condensado, os 395 ml de leite integral e os 3 ovos inteiros. Bata na velocidade mais baixa por um minuto, apenas até a mistura ficar homogênea e de cor uniforme. Não use velocidade alta, porque o ar incorporado vira furos na massa assada.

    Estado esperadoA mistura fica amarelo-clara, fluida e homogênea, sem estrias de gema e sem uma camada de espuma branca no topo. Ela escorre do copo em fio contínuo, com a fluidez de um creme de leite fresco.

    Mistura amarelo-clara e homogênea no copo do liquidificador, com a lata e a jarra vazias atrás
    Etapa 2. A mistura fica amarelo-clara, fluida e homogênea, sem estrias de gema e sem uma camada de espuma branca no topo. Ela escorre do copo em fio contínuo, com a fluidez de um creme de leite fresco.
  3. Coe a mistura e despeje sobre o caramelo

    Passe a mistura por uma peneira fina direto para uma jarra, retendo as chalazas e qualquer pedaço de clara mal incorporado. Despeje devagar na forma caramelizada, encostando o fio na parede, e retire com uma colher a espuma que subir à superfície.

    Estado esperadoNa peneira ficam retidos fios brancos e pequenos pedaços de clara. Na forma, a superfície do creme fica lisa e quase sem bolhas. O caramelo fica sob o creme.

    Mistura coada sendo despejada em fio na forma caramelizada, com as chalazas retidas na peneira ao lado
    Etapa 3. Na peneira ficam retidos fios brancos e pequenos pedaços de clara. Na forma, a superfície do creme fica lisa e quase sem bolhas. O caramelo fica sob o creme.
  4. Monte o banho-maria e cubra a forma

    Cubra a forma com papel-alumínio bem ajustado na borda e coloque-a dentro da assadeira alta. Leve a assadeira ao forno preaquecido a 180 °C, sobre a grade central, e só então despeje água quente na assadeira até a metade da altura da forma.

    Estado esperadoA água quente chega à metade da parede externa da forma e não encosta no papel-alumínio. A forma fica apoiada no fundo da assadeira, estável, sem boiar e sem inclinar.

    Forma coberta com papel-alumínio dentro da assadeira com água quente, sobre a grade puxada do forno aceso
    Etapa 4. A água quente chega à metade da parede externa da forma e não encosta no papel-alumínio. A forma fica apoiada no fundo da assadeira, estável, sem boiar e sem inclinar.
  5. Asse até o centro tremer levemente

    Asse por 70 a 80 minutos sem abrir o forno nos primeiros 50 minutos. Para conferir, afaste o rosto e levante o papel-alumínio com cuidado, porque o vapor pode queimar. O pudim está pronto quando a borda está firme e o centro treme em bloco ao mover a assadeira, como uma gelatina firme. Um termômetro espetado no meio da altura deve marcar entre 80 °C e 83 °C.

    Estado esperadoA superfície fica opaca, clara e levemente inchada, sem rachaduras. A borda não se move e o centro balança em bloco por um instante quando a assadeira é empurrada, sem ondular como líquido.

    Superfície do pudim assado, opaca e sem rachaduras, com um termômetro espetado no meio da altura dentro do forno
    Etapa 5. A superfície fica opaca, clara e levemente inchada, sem rachaduras. A borda não se move e o centro balança em bloco por um instante quando a assadeira é empurrada, sem ondular como líquido.
  6. Resfrie, gele por seis horas e desenforme

    Retire a forma do banho-maria, descarte o papel-alumínio e deixe esfriar na bancada por uma hora. Leve à geladeira por no mínimo seis horas. Para desenformar, passe uma faca fina entre o pudim e a parede, apoie o fundo da forma em água quente por vinte segundos e vire sobre um prato fundo com borda.

    Estado esperadoO pudim sai inteiro, com a superfície lisa e brilhante e a lateral marcada apenas pelo formato da forma. O caramelo, agora líquido outra vez, escorre pela lateral e forma uma poça rasa no fundo do prato.

    Pudim desenformado inteiro no prato, com superfície lisa e brilhante e calda de caramelo escorrendo pela lateral
    Etapa 6. O pudim sai inteiro, com a superfície lisa e brilhante e a lateral marcada apenas pelo formato da forma. O caramelo, agora líquido outra vez, escorre pela lateral e forma uma poça rasa no fundo do prato.

Substituições

  • Leite integral pode ser trocado por leite semidesnatado. O pudim fica um pouco menos macio, porque a gordura do leite interfere na rede de proteína do ovo e a deixa mais delicada.
  • Uma colher de chá de essência de baunilha, batida junto com o creme, é a variação mais comum e não muda a estrutura.
  • Para um pudim mais firme, acrescente uma gema extra. Para um pudim mais macio, substitua um ovo inteiro por duas gemas, porque a clara é a parte que endurece.
  • A raspa de uma laranja ou de um limão, batida com o creme, corta a doçura sem alterar o tempo de forno. Use apenas a parte colorida da casca.
  • Uma forma retangular de bolo inglês funciona, mas assa mais devagar, porque perde o furo central que conduz calor. Conte de 15 a 25 minutos a mais e confirme pelo termômetro.
  • Formas individuais de cerca de 150 ml assam em 35 a 45 minutos no mesmo banho-maria, e o teste do centro trêmulo continua válido.

Erros comuns

  • Bater a mistura em velocidade alta ou por muito tempo. O ar fica preso no creme, o calor o expande e o pudim assa cheio de furos.
  • Assar sem banho-maria. O ar do forno aquece a parede da forma muito acima de 100 °C, e a proteína do ovo coagula em excesso antes do centro assar, deixando a borda esponjosa.
  • Usar forno alto para acelerar. Acima de 190 °C a água do banho-maria ferve, sacode a forma e cria bolhas grandes na lateral do pudim.
  • Deixar o caramelo escurecer até quase marrom. O sabor amargo domina o creme e nenhuma quantidade de açúcar corrige depois.
  • Desenformar ainda morno. A rede de proteína só termina de firmar no frio, e um pudim morno se parte ao virar.
  • Pular a peneira. As chalazas, os fios brancos que prendem a gema, não se dissolvem e aparecem como fiapos firmes na fatia.
  • Completar a assadeira com água fria depois de metade do tempo. A queda de temperatura interrompe o cozimento e o centro fica cru enquanto a borda passa do ponto.

Armazenamento

Guarde o pudim coberto na geladeira por até três dias, de preferência ainda na forma e desenformado apenas na hora de servir. Na forma ele perde menos umidade e a superfície não resseca. Depois de desenformado, mantenha-o no prato coberto com uma tampa alta ou com filme que não encoste na superfície, porque o contato marca o creme. A calda continua a absorver água do pudim a cada dia e fica mais fluida e mais clara, o que é normal. Não congele: o congelamento rompe a rede de proteína do ovo, e o pudim descongela com a textura arenosa e com água separada no fundo do prato.

Reaquecimento

Este pudim é servido frio e não precisa de reaquecimento. Se ele passou da geladeira direto para a mesa e você prefere o sabor menos fechado, deixe o prato quinze minutos em temperatura ambiente antes de cortar. Nunca leve o pudim ao micro-ondas ou ao forno para amaciá-lo, porque o calor excessivo contrai a rede de proteínas e pode separar água do creme. Se restar apenas a calda no prato, ela pode ser aquecida em fogo baixo com uma colher de sopa de água e usada sobre sorvete ou sobre bolo.

Segurança

Este pudim é uma preparação com ovos crus que depende do calor para ficar seguro: asse até o centro marcar entre 80 °C e 83 °C e descarte a preparação se ela não atingir essa temperatura. Lave as mãos e a bancada depois de quebrar os ovos, e não devolva a casca à bancada limpa. O caramelo passa de 160 °C e gruda na pele; use panela de cabo firme, não toque na calda e mantenha crianças longe do fogão nessa etapa. O banho-maria sai do forno com água quente: puxe a grade antes de erguer a assadeira, use luvas secas, porque um pano úmido conduz calor, e retire a forma da água com as duas mãos. Esfrie o pudim por no máximo duas horas fora da geladeira antes de refrigerá-lo, e não deixe fatias servidas na mesa por mais de duas horas.

O pudim é um creme assado, não um bolo

Reserve pelo menos 8 horas e 40 minutos entre começar a receita e servir. Esse período inclui 25 minutos de preparo, cerca de 75 minutos de forno, uma hora para esfriar e seis horas de geladeira. Não encurte o frio para atender ao horário da mesa; faça na véspera se precisar.

O pudim de leite condensado parece fácil porque tem cinco ingredientes e nenhuma etapa de massa. A dificuldade dele está em outro lugar: ele é um creme coagulado por calor, e a proteína do ovo tem uma faixa de temperatura estreita para trabalhar.

Entre cerca de 70 °C e 85 °C, as proteínas da clara e da gema se desenrolam e formam uma rede tridimensional que prende o líquido do leite. Essa rede é o pudim. Abaixo dessa faixa, ela não se forma e o creme escorre. Acima dela, a rede se contrai, expulsa a água que prendia e o resultado aparece na mesa como um pudim com furos, com textura de esponja e com uma poça de líquido no prato.

Toda a técnica desta receita existe para manter o creme dentro dessa faixa pelo maior tempo possível. O banho-maria limita a temperatura ao redor da forma. O forno a 180 °C evita que a água ferva com violência. O termômetro confirma o que o olho só estima.

Um pudim liso não depende de sorte nem de uma forma especial. Ele depende de calor lento e de ar controlado.

O que o banho-maria faz de verdade

A água em uma assadeira aberta não passa de cerca de 100 °C enquanto houver água líquida. Toda a energia extra que o forno entrega é gasta para evaporar água, não para aumentar a temperatura. Esse é o princípio.

A consequência prática é que a parede da forma recebe um calor estável e moderado, em vez do ar do forno a 180 °C. A diferença de temperatura entre a borda e o centro do pudim cai, e as duas regiões chegam ao ponto quase juntas. Sem banho-maria, a borda passa dos 85 °C muito antes do centro chegar a 70 °C, e a receita produz dois pudins diferentes na mesma forma.

A altura da água importa. Metade da parede da forma é a referência útil: água de menos perde o efeito na parte superior, e água demais entra pela borda quando a assadeira é movida. Use água quente da torneira ou fervida, nunca fria, porque água fria adia o início do cozimento em quinze a vinte minutos e desregula o tempo total.

O papel-alumínio na superfície tem outra função: ele bloqueia o calor direto da resistência superior e impede que a superfície do creme forme uma película antes do centro assar. Ele também evita que gotas de condensação do teto do forno caiam sobre o pudim e marquem a superfície.

O caramelo e o momento exato de parar

O caramelo é açúcar que perdeu água e começou a se decompor pelo calor. Ele muda de estágio depressa, e a cor é o único indicador confiável sem termômetro.

Até cerca de 160 °C a calda continua transparente. Entre 165 °C e 175 °C ela fica âmbar clara, com sabor tostado e uma ponta de amargor que equilibra o leite condensado. Acima de 180 °C ela escurece rápido e o amargor domina.

O ponto de parada desta receita é o âmbar claro, e ele precisa ser antecipado. A panela guarda calor suficiente para escurecer a calda por mais alguns segundos depois do fogo desligado, então desligue quando a cor ainda parecer um pouco clara demais. Se a sua panela é de fundo muito grosso, retire-a da boca também.

Não mexa a calda com colher enquanto o açúcar derrete. O movimento leva cristais de açúcar para a parede da panela, e um cristal basta para puxar o resto da calda de volta ao estado sólido. Se precisar uniformizar a cor, gire a panela pelo cabo. Os 60 ml de água ajudam no começo: eles dissolvem o açúcar antes do fogo agir, o que reduz o risco de cristalização e de pontos queimados.

O caramelo endurece na forma em poucos minutos e trinca quando a forma é inclinada. Isso não é um erro. Ele volta a ser líquido durante as horas de geladeira, quando absorve a umidade que sai do pudim. É por isso que a calda aparece no prato só no momento de desenformar. O guia de pontos de calda detalha os estágios anteriores ao caramelo e o que fazer quando a calda cristaliza.

Ar: o inimigo invisível do pudim liso

Quase todo pudim cheio de furos tem a mesma causa, e ela não é o forno. É o ar que entrou no creme antes de assar.

O liquidificador em velocidade alta funciona como um batedor: ele arrasta ar para dentro do líquido e o divide em milhões de bolhas pequenas. Essas bolhas não somem sozinhas. Durante o cozimento, o ar dentro delas se expande com o calor, e a rede de proteína que se forma ao redor congela o formato da bolha. O que era espuma vira buraco.

Três ações resolvem o problema, e elas se somam. A primeira é bater na velocidade mais baixa, por um minuto, apenas até a cor ficar uniforme. A segunda é coar a mistura na peneira fina, que quebra a espuma e retém as chalazas, aqueles fios brancos e firmes que prendem a gema dentro do ovo e que nunca se dissolvem. A terceira é despejar o fio junto à parede da forma, e não de cima, e retirar com a colher a espuma que subir.

Um pudim propositalmente cheio de furos é uma escolha legítima de textura, mas ele precisa ser feito de propósito. O pudim desta página é o liso.

Como ler o ponto sem cortar o pudim

Cortar para conferir destrói a superfície e faz o creme perder água. Dois testes resolvem sem abrir o pudim.

O primeiro é o movimento. Puxe a grade do forno com cuidado e empurre a assadeira alguns centímetros. A borda do pudim não deve se mover. O centro deve tremer em bloco, como uma gelatina firme, e voltar ao lugar rapidamente. Se o centro ondula em círculos, como líquido dentro de uma bolsa, faltam de dez a quinze minutos.

O segundo é o termômetro, e ele é mais confiável. Espete a ponta no meio da altura do pudim, longe da parede da forma, e leia entre 80 °C e 83 °C. Abaixo de 78 °C a rede ainda não está completa. Acima de 85 °C ela já começou a se contrair, e a água que ela solta aparece no prato algumas horas depois.

Não abra o forno nos primeiros 50 minutos. Cada abertura derruba a temperatura interna e prolonga o tempo total, o que aumenta o risco de passar do ponto na borda enquanto o centro tenta alcançar.

O pudim continua a firmar depois do forno. Ele sai levemente mais mole do que ficará na mesa, e essa é a condição correta.

Diagnóstico dos resultados indesejados

Furos por todo o corpo indicam ar batido em excesso, mistura não coada ou água do banho-maria em fervura forte. Confira também a temperatura real do forno, porque muitos fornos domésticos marcam menos do que entregam.

Borda esponjosa e centro mole indicam ausência de banho-maria, ou água de menos na assadeira. A diferença de calor entre a borda e o centro foi grande demais.

Poça de líquido no prato depois de algumas horas indica pudim assado além dos 85 °C. A rede de proteína se contraiu e expulsou a água que prendia. Não existe correção depois de assado, apenas escorrer o líquido.

Pudim que não solta da forma indica caramelo ainda sólido, geladeira insuficiente ou falta da faca fina na parede. Vinte segundos com o fundo da forma em água quente resolvem a maior parte dos casos.

Sabor amargo forte indica caramelo escurecido além do âmbar claro. O amargor não desaparece no forno nem na geladeira.

Fiapos brancos e firmes na fatia indicam chalazas que passaram pela peneira, ou pedaços de clara mal incorporados. Coe sempre.

Superfície rachada indica forno alto demais ou tempo excessivo. Uma rachadura não prejudica o sabor, mas ela é um aviso de que o centro provavelmente passou do ponto.

O aroma de ovo pode ficar mais perceptível quando o creme passa do ponto. Cheiro azedo, alteração de cor ou outro sinal de deterioração exigem descarte; não tente disfarçar esses sinais com baunilha.

Planejamento, porções e o resto da mesa

A receita rende cerca de 1,1 kg e oito fatias generosas em uma forma de 20 cm com furo central. O furo não é decorativo: ele conduz calor pelo meio da massa e reduz a distância entre a superfície e o centro, o que encurta o tempo de forno e torna o cozimento mais uniforme. Uma forma sem furo assa de 15 a 25 minutos a mais e exige o termômetro.

O pudim é uma sobremesa boa para adiantar, porque ele precisa de geladeira de qualquer forma. Isso o torna útil em uma mesa que já ocupa o fogão com outros preparos. Se a sobremesa da vez precisa de panela e atenção até o último minuto, compare com o arroz doce cremoso, que também aceita um dia de antecedência, e com o brigadeiro de panela, que exige o ponto exato na hora. Um bolo de cenoura resolve o mesmo lugar da mesa quando o forno está livre e a geladeira não está.

Para ajustar quantidades quando a mesa cresce ou diminui, use a calculadora de porções e medidas. Lembre-se de que o tempo de forno não escala junto com o volume: duas formas iguais assam quase no mesmo tempo, e uma forma com o dobro da altura assa muito mais devagar.

Para encaixar a sobremesa no ritmo de uma semana inteira, o cardápio brasileiro de sete dias mostra em que dias o forno já está ocupado. E se a dúvida for sobre guardar a sobra, o guia de congelar e reaquecer comida explica por que preparações à base de ovo e leite perdem textura no congelador e o que fazer com elas dentro do prazo da geladeira.

Perguntas frequentes

Por que meu pudim fica cheio de furos?
Os furos são bolhas de ar que o calor expandiu dentro do creme. Eles entram na mistura em três momentos: no liquidificador em velocidade alta, no ato de despejar de muito alto e na espuma que fica na superfície antes de assar. Bata na velocidade mais baixa por um minuto, coe a mistura, despeje o fio junto à parede da forma e retire a espuma com uma colher. Forno alto demais também gera furos, porque a água do banho-maria ferve e agita a forma.
Preciso mesmo fazer banho-maria?
Sim, para este método. A água limita a temperatura ao redor da forma a cerca de 100 °C e faz o calor chegar de maneira lenta e uniforme. Sem ela, a parede da forma passa muito dessa marca, a proteína do ovo coagula em excesso junto à borda e o pudim ganha textura esponjosa fora e crua no centro. O banho-maria é o que separa um creme liso de um pudim aerado.
Como sei que o pudim está no ponto sem cortá-lo?
Use dois sinais. O primeiro é o movimento: empurre a assadeira e observe o centro. Ele deve tremer em bloco, como uma gelatina firme, e voltar rápido ao lugar; se ele ondula como líquido, falta tempo. O segundo é o termômetro espetado no meio da altura, longe da parede, que deve marcar entre 80 °C e 83 °C. Acima de 85 °C a rede de proteína começa a se contrair e a soltar água.
Por que o pudim não solta da forma?
Quase sempre o caramelo ainda está duro. Ele é um vidro de açúcar e volta a ficar fluido apenas com calor e com a umidade que sai do pudim durante as horas de geladeira. Seis horas de frio resolvem a maior parte dos casos. Passe uma faca fina rente à parede, apoie o fundo da forma em água quente por vinte segundos e vire com firmeza, em um movimento só.
Posso fazer o pudim na véspera?
Pode, e ele fica melhor assim. Uma noite inteira de geladeira dá tempo para a rede de proteína se estabilizar e para o caramelo dissolver de forma homogênea. Mantenha-o na forma, coberto, e desenforme apenas na hora de servir. Um pudim desenformado com muitas horas de antecedência seca na superfície e perde o brilho.
Quanto pudim eu faço por pessoa?
Uma forma de 20 cm com esta receita rende cerca de 1,1 kg e oito fatias de aproximadamente 135 g, uma porção generosa de sobremesa. Em uma mesa com outros doces, a mesma forma atende de dez a doze pessoas em fatias menores. Para mais de doze pessoas, faça duas formas em vez de uma forma maior, porque um volume mais alto muda o tempo de forno e o centro demora demais a chegar aos 80 °C.